Mensagem
de Bezerra de Menezes
Somos
responsáveis pelas nossas doenças
2004
– 200 anos do Codificador
Janeiro de 1867 – Dez Anos Depois...
O
carnaval, esse nosso velho conhecido.
140
anos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
Esquema de “O
Evangelho no Lar”
Luminosa,
a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.
Kardec,
o Professor.
Jesus
refere-se a Deus, junto da fé sem obras.
Kardec
fala de Deus, rente às obras sem fé.
Jesus
é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na
sombra.
Kardec
é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.
Jesus
caminha sem convenções.
Kardec
age sem preconceitos.
Jesus
exige coragem de atitudes.
Kardec
reclama independência mental.
Jesus
convida ao amor.
Kardec
impele à caridade.
Jesus
consola a multidão.
Kardec
esclarece o povo.
Jesus
acorda o sentimento.
Kardec
desperta a razão
Jesus
constrói.
Kardec
consolida.
Jesus
revela.
Kardec
descortina.
Jesus
propõe.
Kardec
expõe.
Jesus
lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos.
Kardec
recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.
Jesus
afirma que é preciso nascer de novo.
Kardec
explica a reencarnação.
Jesus
reporta-se a outras moradas.
Kardec
menciona outros mundos.
Jesus
espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um
pelas próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito.
Kardec
esculpi na consciência as leis do Universo.
Em
suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão
perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.
Jesus,
a porta.
Kardec,
a chave.
Emmanuel
(psicografia
Francisco C.Xavier, do livro Opinião Espírita, 9a. ed. Editora CEC)
“O
conhecimento da Doutrina Espírita é portador de libertação, porque traz, no
seu bojo a verdade revelada a Allan Kardec, que prossegue abrindo espaço nas
mentes e alargando os horizontes para a vida.
Fomos
convidados, sim, para espalhar a luz que não pode ficar impedida pelas nossas
limitações e pequenezes. Que dentro de nós vibre o pensamento do Cristo, e
atue através da nossa conduta a beleza da mensagem espírita que, em breve,
modificará o pensamento na Terra e expulsará, por definitivo, a guerra, o
medo, a insatisfação, gerados pelo egoísmo, que cederá o passo ao altruísmo,
que Jesus nos ofereceu na lição sacrossanta da caridade.” Bezerra de Menezes
(mensagem psicofônica recebida por Divaldo P.Franco nem 17.10.90 na sede da FEB,Brasília/DF)
Acalma-te
e serve.
Não
fizeste o sol que te ilumina?
Não
fabricaste o ar que respiras?
Não
criaste o solo em que te apóias?
Não
pares de trabalhar.
A
vida te pede o bem que se te faça possível.
O
impossível virá de Deus.
(Recados
do Além – psicografia de
Francisco
C. Xavier)
Todos
nós somos diretamente responsáveis pela saúde que temos, no decorrer das
várias encarnações. Somos também o reflexo de nossas escolhas e atitudes.
Quando desconsideramos os princípios básicos da manutenção do equilíbrio e da saúde, geramos as doenças, a dor e o sofrimento. Assim, respeitar o sono, praticar exercícios ou esportes, ter uma alimentação saudável, não utilizar drogas (incluindo o cigarro e as bebidas alcoólicas), estabelecer objetivos e lutar por conquistá-los, manter um padrão de comportamento dentro dos princípios da ética e da moral cristã, garantem uma existência com maior qualidade de vida e o êxito da nossa missão.
Naturalmente,
todos desejamos ser felizes, mas como sermos felizes portando doenças, dores,
disfunções, limitações? Sabemos que algumas doenças foram originadas por
nosso próprio comportamento inadequado em outras vidas, mas a maioria delas
ocorre por erros nesta encarnação, quando deixamos de lado os princípios básicos
citados anteriormente.
Em
suma, a preguiça para praticar esportes ou fazer exercícios,
a gula que nos leva a ingerir alimentos mais saborosos que saudáveis,
a satisfação do prazer imediato e traiçoeiro das drogas,
o desrespeito ao repouso do organismo para o necessário refazimento de suas funções,
a atitude egoísta e ingrata em relação aos semelhantes e ao próprio Criador,
o orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúme e a cobiça nos causam desequilíbrios
orgânicos e psicossomáticos, levando a doenças graves no corpo ou no
psiquismo, afastando assim a saúde, a felicidade e retardando a nossa evolução.
Joel
Beraldo (médico
clínico geral- homeopata, expositor espírita e evangelizador desta Casa)
(...) O sofrimento do Espírito resulta dos laços
que o prendem à matéria; quanto mais livre estiver da influência desta, ou
por outra, quanto mais desmaterializado se achar, menos dolorosas sensações
experimentará. Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a
Vida atual. Ele tem o livre-arbítrio, tem, por conseguinte, a faculdade de
escolha entre o fazer e o não fazer. Dome suas paixões animais; não
alimente ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo
egoísmo; purifique-se, nutrindo bons sentimentos; pratique o bem; não ligue às
coisas deste mundo importância que não merecem; e, então, embora revestido do
invólucro corporal, já estará depurado, já estará liberto do jugo da
matéria e, quando deixar este invólucro, não mais lhe sofrerá a influência, nenhuma
recordação dolorosa lhe advirá dos sofrimentos físicos que haja padecido;
nenhuma impressão desagradável eles lhe deixarão, porque apenas terão
atingido o corpo e não a alma.
Sentir-se-a feliz por se haver libertado deles e a
paz da sua consciência o isentará de qualquer sofrimento moral.
Kardec, (O Livro dos Espíritos, 70a. ed. FEB, q. 257)
Obrigado
pela sua ajuda.
Obrigado
pela compreensão.
Obrigado
pela caridade.
Obrigado
por me dar as mãos
“Paz
e Amor”, obrigado por tudo.
Do
fundo do meu coração,
Pois sempre que eu precisei
Vocês me deram suas mãos.
Não
esquecerei jamais
Tudo
o que fizeram por mim.
Não
esquecerei jamais
As coisas boas que fizeram, enfim.
Levantarei
minha cabeça.
Em
frente eu vou andar.
Pois com a sua
ajuda,
Eu contei e sempre vou contar.
200
ANOS DO CODIFICADOR (*)
Natural
de Lyon, França, onde nasceu em 03 de outubro de 1804, o codificador recebeu o
nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail, filho único de Jeanne Louise Duhamel e
Jean Baptiste Antoine Rivail, juiz de direito.
H.Leon
R.Denizard morava à rua dos Mártires, 8, 2º andar, quando certa noite
trabalhando em seu gabinete começou a ouvir repetidas batidas no tabique que o
separava do cômodo vizinho, no inicio não deu importância, mas pela persistência
foi averiguar e não encontrou nad, mas cada vez que ia examinar o barulho este
parava, recomeçando logo em seguida, assim que recomeçava o trabalho. Por
volta das dez da noite sua esposa chega, e
pergunta-lhe o que era aquele barulho, ao que ele afirma que há uma hora o
estava ouvindo. Ambos procuram a causa, mas
o mesmo perdurou até meia-noite, quando foram deitar-se.
No
dia seguinte em casa do Sr Baudin pergunta aos espíritos a causa daquelas
batidas, sendo a resposta simples:
-
Era o teu Espírito familiar e queria comunicar-se contigo
-
O que ele queria, ao que o espírito responde:
-
Pergunta tu mesmo, porque ele está aqui
Kardec
então lhpergunta quem és.
A
resposta é para ti eu me chamarei A VERDADE e TODOS OS MESES AQUI ESTAREI À
TUA DISPOSIÇÃO POR UM QUARTO DE HORA e o que queria dizer-te é que
desagrada-me o que escrevias e eu queria que parasses., e mais adiante... quanto
ao capítulo de ontem quero que tu
mesmo julgues. Relê essa noite o que escreveste. Verás teus Erros e os
corrigirás. (pg 224/5, Obras Póstumas 1ª. Edição Lake, 1975)
Precisamente no dia
12 de junho de 1856, por intermédio da srta Aline, o Espírito da Verdade lhe
anunciou sua missão de codificador do Espiritismo, recomenda-lhe discrição e
o adverti: “Não esqueças que podes triunfar, como podes falir”. Neste último
caso, outro te substituiria, porquanto os desígnios de Deus não assentam na
cabeça de um homem”. Informa que assistência espiritual não lhe faltará,
mas que a missão dos reformadores é cheia de escolhos e perigos. “Previno-te
de que é rude a tua missão, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo
inteiro. Não suponhas que te baste publicar um livro, dois livros, dez livros,
para em seguida ficares tranqüilamente em casa. Tens que expor tua pessoa.
Suscitará contra ti ódios terríveis: inimigos encarniçados se conjurarão
para tua perda; ver-te-ás a braços com a malevolência, com a calúnia, com a
traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados; as tuas melhores instruções
serão desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbirás sob o peso da
fadiga; numa palavra: terás de sustentar uma luta quase contínua, com sacrifício
do teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde e até de tua vida, pois,
sem isso viverias muito mais tempo.” Não poucos recuam quando, em vez de uma
estrada florida, só vêem sob os passos urzes, pedras agudas e serpentes. Para
tais missões, não basta a inteligência. Faz-se mister, primeiramente, para
agradar a Deus, humildade, modéstia e desinteresse, visto que Ele abate os
orgulhosos, os presunçosos e os ambiciosos. Para lutar contra os homens são
indispensáveis coragem, perseverança e inabalável firmeza. Também são de
necessidade prudência e tato, a fim de conduzir as coisas de modo conveniente e
não lhes comprometerr o êxito com palaveras ou medidas intempestivas. Exige-se
por fim, deviotamente, abnegação e disposição
a todos os sacrifícios. V~es, assim, que a tua missão está subordinada
a condições que dependem de ti.!(!)
JANEIRO
DE 1867 - DEZ ANOS DEPOIS...
A
1º DE JANEIRO DE 1867 Kardec escreveu uma nota
“
Escrevo esta nota a 1º de janeiro de 1867, dez anos e meio depois que me foi
dada a comunicação acima e atesto que ela se realizou em todos os pontos, pois
experimentei todas as vicissitudes que me foram preditas. Andei em luta com o ódio
de inimigos encarniçados, com a injúria, a calúnia, a inveja e o ciúme;
libelos infames se publicaram contra mim; as minhas melhores instruções foram
falseadas; traíram-me aqueles em quem eu mais confiança depositava; pagaram-me
com ingratidão aqueles a quem prestei serviços,
A
Sociedade de Paris se constituiu foco de contínuas intrigas urdidas contra mim
por aqueles mesmos que se declaravam a meu favor e que de boa fisionomia na
minha presença, pelas costas me golpeavam. Disseram que os que se me
conservavam fiéis estavam a meu soldo e que eu lhes pagava com o dinheiro que
ganhava no Espiritismo.
Nunca
mais me foi dado saber o que é repouso; mais de uma vez sucumbi ao excesso de
trabalho, tive abalada a saúde e comprometida a existência.
Graças,
porém, à proteção e assistência dos bons espíritos, que incessantemente me
deram manifestas provas de solicitude, tenho a ventura de reconhecer que nunca
senti o menor desfalecimento ou desânimo, e que prossegui sempre com o mesmo
ardor, no desempenho da minha tarefa, sem me preocupar com a maldade de que era
objeto.
Mas,
também, a par dessas vicissitudes, que de satisfações experimentei, vendo a
obra crescer de maneira tão prodigiosa! Com que compensações deliciosas foram
pagas as minhas atribulações! Quê de bênçãos e de provas de real simpatia
recebi da parte de muitos aflitos a quem a Doutrina consolou!.
(*)
estaremos durante este ano fazendo reportagens específicas sobre o Codificador
(1) Obras Póstumas
O CARNAVAL, ESSE NOSSO VELHO CONHECIDO
A
origem da palavra carnaval,
segundo os historiadores modernos é um tanto incerta. Algumas fontes citam sua
origem do termo carnevalemen, que
significa “o prazer da carne”. Outros
de carrus
navalis, carro com enorme tonel, que distribuía vinho ao povo, em honra
ao deus Dionísio (também chamado Baco), na antiga Roma. Ou do latim carne
vale, isto é, "adeus carne",
correspondendo aos dias de folguedo anteriores à quarta-feira
de Cinzas. É um período de certa
permissividade associado ao uso de máscaras transformadoras.
Essa festa tem
como marco inicial a criação dos cultos agrários, voltados aos Deuses da Fertilidade (Egito, Pérsia, Fenícia, Creta, Babilônia,
etc). Saudavam com danças e cânticos a
fim de espantar as forças negativas que prejudicavam o plantio.
O carnaval pagão começa quando Pisistráto
oficializa o culto a Dionísio (ou Baco), na Grécia, no século VII a.C.
Pisistráto além de incentivar o culto a Dionísio entre os camponeses e
lavradores, organizou oficialmente as procissões dionisíadas onde a imagem do
deus Dionísio era transportada em embarcações com rodas (carrum navalis)
simbolizando que o deus havia chegado a Atenas pelo mar, puxadas por sátiros
(semideuses que segundo os pagãos tinham pés e pernas de bode e habitavam as
florestas) com homens e mulheres nus, em seu interior. Seguindo o cortejo, uma
multidão de mascarados, em meio a um touro, que depois era sacrificado,
percorria as ruas de Atenas em frenéticas passeatas de júbilo e alegria. A
procissão terminava no templo sagrado, o Lenaion, onde se consumava a
hierogamia (o casamento do deus com a Polis inteira em procura da fecundação).
O carnaval pagão termina quando a Igreja
adota, oficialmente, o carnaval, no ano de 590 d.C. Ao surgir, o cristianismo já
encontrou as festas, ditas orgiásticas, no uso dos povos. Por seus caracteres
libertinos e pecaminosos foram a princípio condenados pela Igreja Católica. A
Igreja e o Estado Feudal impuseram às cerimônias oficiais um tom sério e
sisudo, como uma forma de combater o riso, ritual dos festejos, que em geral
descambavam para as permissividades. Entretanto, o povo parecia não observar
este tipo de conduta. Indiferente ao oficialismo imposto, respondia com atos e
ritos cômicos.
O carnaval cristão chega ao fim no século
XVIII, quando um novo modelo, pós-moderno, começa a se delinear a partir das
cidades de Nice, Roma e Veneza e que passaram a irradiar para o mundo inteiro o
carnaval que ainda hoje identifica a festa, com mascarados fantasiados e
desfiles de carros alegóricos e que muitos autores consideram o verdadeiro
carnaval.
Após
esse pequeno passeio histórico perguntamos ao leitor: será que o sentido do
carnaval mudou realmente nesses milênios todos?
Afinal, há alguma diferença no que vemos por aí?
Se do lado dos encarnados é tudo isso que já conhecemos, o que será do
lado espiritual?
Responde-nos Manoel Philomeno de Miranda
em seu livro, muito bem intitulado Nas Fronteiras da Loucura, onde estão
expostos os acontecimentos desses dias de folia e do qual reproduzimos o início
do primeiro capítulo - Resposta à oração, repleto de revelações
importantes para nossa reflexão.
“(...)
As bátegas sucediam-se em abençoado, desconhecido socorro, espancando e
espalhando as densas nuvens psíquicas de baixo teor vibratório que encobriam a
cidade imensa e generosa.
Nos
intervalos, o ruído atordoante dos instrumentos de percussão incitava ao culto
bárbaro do prazer alucinante, misturando-se aos trovões galopantes enquanto os
corpos pintados, semi-despidos, estorcegavam em desespero e frenesi,
acompanhando o cortejo das grandes escolas de samba, no brilho ilusório dos
refletores, que se apagariam pelo amanhecer.
Como
acontecera nos anos anteriores, aquela segunda-feira de carnaval convidava ao
desaguar de todas as loucuras no delta das paixões da avenida em festa.
Milhares
de pessoas imprevidentes, estimuladas pela música frenética, pretendendo
extravasar as ansiedades represadas, cediam ao império dos desejos, nas
torrentes da lubricidade que as enlouquecia.
A
delinqüência abraçava o vício, urdindo as agressões, em cujas malhas se
enredavam as vítimas espontâneas, que se deixavam espoliar.
As
mentes, em torpe comércio de interesses subalternos, haviam produzido uma
psicosfera pestilenta, na qual se nutriam vibriões psíquicos,
formas-pensamento de mistura com entidades perversas, viciadas e dependentes, em
espetáculo pandemônico, deprimente.
As
duas populações — a física e a espiritual, em perfeita sintonia —
misturavam-se, sustentando-se, disputando mais largas concessões em simbiose
psíquica.
Não
obstante, como sempre ocorre em situações desta natureza, equipes operosas de
trabalhadores espirituais em serviços de emergência, revezavam-se,
infatigáveis, procurando diminuir o índice de desvarios, de suicídios a breve e a largo
prazo pelas conexões que então se estabeleciam, para defender os incautos,
menos maliciosos, enfim, socorrer a grande mole em desequilíbrio ou pronta para
sofrer-lhe o impacto.
Desde
as vésperas haviam sido instalados diversos postos de socorro, no nosso plano
de ação, para serem recolhidos desencarnados que se acumpliciavam na patuscada
irresponsável ou aqueles que vieram para auxiliar os seus afetos desatentos ao
bem e a vigilância, ao mesmo tempo minimizando a soma e infortúnios que
poderiam advir.
O
abnegado Bezerra de Menezes, à frente de expressiva equipe de médicos e
enfermeiros, de técnicos em socorros especiais, tomava providências, distribuía
informações e cuidava, pessoalmente, dos casos mais graves, nos quais aplicava
os recursos da sua sabedoria.
As
horas avançavam num recrudescer de atividades, fazendo recordar um campo de
guerra, em que os litigantes mais se compraziam em ferir, malsinar, destruir.
Frente de batalha, sem dúvida, em que se convertia a cidade, naqueles dias,
cujo ônus lhe pesava, cada ano, em forma de maior incidência na agressividade,
na violência, nos desajustes socioeconômicos lamentáveis.
Outrossim,
o nosso centro de comunicações registrava apelos e notícias de várias
ordens, donde emanavam as diretrizes para o atendimento dos casos passíveis de
ajuda imediata. Os outros ficavam selecionados para ulteriores providências,
quando diminuíssem os fatores desagregantes do equilíbrio geral.
Pessoas
sinceramente afervoradas ao bem enviavam pedidos de ajuda, intercediam por
familiares a um passo de tombarem nos aliciamentos extravagantes e fatais.
Os seletores de preces facultavam ligações com os Núcleos
Superiores da Vida, ao mesmo tempo intercambiando forças de auxílio aos
orantes contritos, enquanto aparelhagens específicas acolhiam pensamentos e forças psíquicas
que se transformavam em agentes energéticos que irradiavam correntes diluentes
das condensações deletérias. (...)”
Como
bem podemos perceber pelo que nos é descrito neste início do primeiro capítulo,
já adivinhamos as situações deprimentes e dolorosas por que passam todos aqueles
nossos irmãos sintonizados com esta festa mundana, que nada fica a dever aos antigos
espetáculos de Roma e da antigüidade pagã. Milhares de anos são passados e a criatura humana ainda não
conseguiu se desvencilhar da sombra da animalidade e da ignorância. No capítulo
6 Manoel Philomeno nos adverte que “há
estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade
de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que “a carne nada vale”,
cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.”
Estudiosos, estes, que com seu conhecimento poderiam apontar rumos
melhores para a evolução humana, ainda concordam entre si que é lícito um
dia de loucura ao ano, como a justificar a sua ainda inferioridade espiritual.
Até quando escorregaremos no lamaçal da inferioridade em detrimento da
nossa elevação espiritual? Muitos alegarão que todos nós temos necessidade
de descontração e lazer de tempos e tempos.
E têm toda razão, mas que essa descontração e esse lazer sejam compatíveis
com nossas aspirações de conquista moral.
Paulo de Tarso, sabiamente nos chama a atenção, para que examinemos
tudo, mas que só retenhamos o que seja bom.
Aproveitemos esse feriado sim, mas para o repouso mental, a leitura
dignificante, o estreitamento de nossos laços de família e de amizade e
vibremos intensamente por aqueles que, emaranhados no turbilhão da fuga de si mesmos,
ainda não despertaram para as verdades espirituais.
E finalizando,
perguntamos ainda mais uma vez ao leitor: ainda
tem vontade de participar dessa folia?
Rogério
de Oliveira
“Se
o lapidário aprimora a pedra, usando a lima resistente, o Senhor do universo
aperfeiçoa o caráter dos filhos transviados de Sua casa, usando corações
endurecidos, temporariamente, afastados de Sua obra.”
Instrutor Gúbio, do livro Libertação, psicografado por Francisco C. Xavier. Autor espiritual: André Luiz
Mocidade
é força.
Mas,
se a força não estiver sob a direção da justiça, pode converter-se em
caminho para a loucura.
Mocidade
é poder.
Entretanto,
se o poder não aceita a orientação do bem, depressa se converte em tirania do
mal.
Mocidade
é liberdade.
Todavia,
se a liberdade foge à disciplina é, invariavelmente, a descida para deplorável
situação.
Mocidade
é chama.
No
entanto, se a chama não sofre o controle do proveito justo, em breve tempo se
transformará em incêndio devastador.
Mocidade
é carinho.
Mas,
se o carinho não possui consciência de responsabilidade, pode ser veneno
mortal para o coração.
Mocidade
é beleza da forma.
Contudo,
se a beleza da forma não se enriquece com o aprimoramento interior, não passa
de máscara perecível.
Mocidade
é amor.
Entretanto,
se o amor não se equilibra na sublimação da alma, cedo se transforma em paixão
infeliz.
Mocidade
é primavera de sonhos.
Todavia,
se a primavera de sonhos não se enobrece no trabalho digno, todo o nosso
idealismo será simplesmente um campo de flores mortas.
Se
fé encontras na hora radiante da juventude, não te esqueças de que o tempo é
o nosso julgador implacável.
A
plantação de agora será colheita depois.
Nossas
esperanças dia a dia se materializam nas obras a que nos destinamos. A Lei será
sempre a Lei.
Povoam-se
e despovoam-se berços e túmulos, para que o Espírito, divino caminheiro,
através da mocidade e da velhice do corpo terrestre, desenvolva, em si, as asas
que transportarão ao cimo da vida eterna.
Assim, pois, se realmente procuras a felicidade incorruptível, confia teu coração e tua mente ao Cristo Renovador, a fim de que, jovem hoje, te faças, amanhã, o caráter sem jaça que lhe refletirá no mundo a Divina vontade.
Emmanuel
(psicografia Francisco Cândido Xavier, 13.11.1953, em Pedro Leopoldo, na comemoração do 4º aniversário do Departamento de Juventude da FEB)
Você se lembra da última vez em que sentiu raiva? Ou que sentiu magoa ou rancor? Como você ficou?!! Com o corpo dolorido? Dor no peito?! Dor de cabeça?! Enfim, qualquer dor!
Já
pensou se você tivesse agido diferente?! Tivesse
por exemplo...PERDOADO!!! Sim perdoar cura tudo isso!! E mais, liberta o coração
dos ressentimentos! E ressentimentos chegam até a causar doenças como o câncer!!
Por
que então não libertar sua alma desse peso!? É tão simples: PERDOE!!
Nesse
momento você deve estar pensando:”Só se for fácil pra você!! Porque em mim
dói!!” . E sabe por que dói?!! Porque você é incompetente!! Forte essa
palavra, não é!!?Mas eu vou explicar o por quê.
Certa
vez um professor disse-me:”A violência é o último recurso dos
incompetentes!!”. A partir daí percebi que em todos os momentos da minha
vida, onde eu agi de maneira hostil, amarga ou rancorosa, eu estava apenas
exercitando a minha INCOMPETÊNCIA, em amar ao meu próximo e a mim mesmo!!
Vamos
a um simples exemplo, você está se sentindo sozinho, seus amigos e familiares
não têm falado com freqüência com você, até sente a falta deles, mas
sequer lhes telefona, eis que um abnegado lhe liga e como você age!!?
-__“Se tivesse me acontecido algo de ruim você nem ficaria
sabendo!!”, ou,
__
“Você deve estar precisando de alguma coisa, pois nunca me liga!!...
Perdoe!!
Perdoe você, afinal só colhe quem semeia, quando se sentir sozinho ligue paras
pessoas que ama!! Perdoe quem demorou pra ligar, talvez ele estivesse sentindo a
sua falta!!
Deixe
–se levar pelo poder do perdão!! Seja COMPETENTE!! AME e PERDOE!!
E
se estiver se sentindo sozinho ou magoado, venha participar com a Mocidade do
Paz e Amor!! Estaremos te aguardando de braços abertos e com muito amor!!
Até
a próxima!
Rodrigo Malagrino (coordenador da Mocidade do Paz e Amor)
Você
quer ser feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre?
Perdoe.- Tertuliano
140
anos de “O EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO”
Sob
qualquer aspecto considerado, o Evangelho é o mais belo poema de esperanças e
consolações de que se tem notícia”
Joanna de Angelis, (prefácio do
livro Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, Editora Leal)
Quando
Kardec iniciou seu trabalho buscou
compilar alguns trechos do novo testamento e surgiu então O Evangelho Segundo o
Espiritismo.
Se
os ensinos de há 2000 anos são atuais, imagine quando falamos desta obra de
140 anos...
Conforme
Joanna de Angelis, no livro acima citado, reportando-se ao Evangelho Segundo o
Espiritismo afirma “...a doutrina espírita que atualiza o Evangelho, graças
aos postulados apresentados pelos Espíritos Iluminados ao eminente Codificador,
que muito bem soube fixá-los na Obra incomparável de que se fez responsável.”
O
Evangelho é o livro espírita mais vendido, é um verdadeiro oásis de onde a
criatura vem saciar sua sede de paz, de confiança e sabedoria. É Jesus
voltando aos dias atuais e conversando conosco, aliviando-nos.... “Vinde a mim
todos vos que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei...(...)Aqueles
que carregam seus fardos e que assistem seus irmãos são meus bens amados...;
Sou o grande médico das almas, e venho vos trazer o remédio que deve
cura-las(...) ; Venho, como antigamente entre os filhos transviados de Israel,
trazer a verdade e dissipar as trevas... (cap VI)
Emmanuel,
no livro “Vinha de Luz, mensagem “Pais” é enfático quando afirma: “ Urge
reconhecer, aliás, que o Evangelho não fala aos embriões da espiritualidade,
mas às inteligências e corações que já se mostram suscetíveis de
receber-lhe o concurso”.
Instituído
há mais de 50 anos, é um benefício que vem auxiliando muito a família, sendo
um ponto de auxílio também às equipes do Bem, que buscam nestes horários ajudar
não só a família, que o desenvolve como também “emergências-espirituais”,
onde estas equipem vêm colher energias benfazejas e canalizar também para
estas situações.
Se
você ainda não tem este hábito, passamos a seguir um roteiro para que você e
sua família comece a se beneficiar :
Trata-se da oração e
estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” em reunião familiar. O culto
evangélico realizado no ambiente doméstico, é precioso empreendimento que
traz diversos benefícios:
Após a escolha do dia e
hora da semana, horário em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou da maior parte
dela, observar com rigor a constância e a pontualidade.
A leitura do "0
Evangelho Segundo o Espiritismo" pode ser realizada através de dois
processos:
1º sistema: Estudo
em Sequência - o estudo metódico do Evangelho, permitirá que os
participantes venham a ter conhecimento gradual e ordenado dos ensinamentos que
o livro encerra. Uma vez estudado
todo o livro, poder-se-á seguir o segundo sistema.
2º
Sistema: Abertura ao acaso: Procedendo
assim, teremos lições diversas, de cujo entendimento, dependerá da maneira
dinâmica coletiva de ser realizado o estudo.
Os comentários devem ser
breves e envolver apenas o trecho lido, principalmente se tiver crianças
participando, atentando para a compreensão ao seu nível..
Atenção:Alguns
detalhes devem ser observados:
IMPORTANTE:
Encerramento com Vibrações aos lares e Prece:
As
vibrações para o próprio lar, familiares e lares da terra como um todo e
finalmente a prece de
agradecimento pelos momentos de reencontro
espiritual, não só dos encarnados como dos mentores; agradecimentos pela paz e
pelas lições, pela proteção do Lar. pela saúde e harmonia.
1. Abertura com a oração,2. Leitura de "O Evangelho Segundo o Espiritismo” e comentários: Encerramento com vibrações para todos os lares e prece de encerramento.
A
Família Nucleana está de parabéns, pois com a ajuda de cada um pudemos
atender não só as famílias assistidas pela Casa como também casas co-irmãs,
que sempre aguardam a “multiplicação dos pães”...Assim,
a equipe chefiada pela Sra Ivone pode, no último dia 13 de dezembro entregar
800 sacolas de mantimentos, onde cada uma pesava em média 25 quilos, com
mantimentos, ou seja, 20 toneladas. Importante que se diga que
esta doação irá atender as famílias no período de janeiro e
fevereiro, época em que as assistidas não contam com a entrega deste material.
A
causa é do Cristo e é esta união, que se coloca em prática os ensinos Dele,
com isso, esperamos ter homenageado o aniversariante de dezembro...
“Na
caridade eu sempre encontrei mais conforto para mim mesmo do que o possível
conforto que pudesse ter proporcionado a alguém. O Espiritismo sem a caridade
viva e atuante, por parte dos companheiros de ideal, seria um corpo filosófico
de bela expressão, no entanto destituído de vitalidade e completamente vazio
de espírito...” (Chico Xavier, pg.142 do livro O Evangelho de Chico
Xavier,Carlos Baccelli, editora Didier)
“O ódio que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu.”
Francisco
C. Xavier
Você
considera importante a preparação da infância através da atividade de
evangelização? Por que?
Divaldo
P. Franco(*) :
É de alta importância a tarefa da educação espírita das gerações novas.
Colocamos aqui a palavra educação espírita, numa abrangência maior do que a
da evangelização, porque a evangelização pura e simples pode parecer uma
questão já colocada por determinadas doutrinas religiosas do passado. Mas a
educação espírita, trazendo a evangelização infanto-juvenil à luz do
Espiritismo, é tarefa de emergência, mais que de urgência, porque a violência
e a agressividade que hoje estão nas nossas ruas são fruto da falta da educação
da massa, de educação espiritual de profundidade. Diz-se muito que tudo isto
é o resultado, em linhas gerais, dos problemas sócio-econômicos. Os
estudiosos especializados têm chegado a muitas conclusões. Lamentavelmente,
ainda não lemos, fora da área espírita, um sociólogo, um pedagogo, que tenha
chegado á conclusão de que tudo isto resulta de fatores morais, que são os
geradores do egoísmo e, por conseqüência, dos problemas sócio-econômicos. A
base é, portanto, o problema moral.
A
educação espírita das gerações novas vai criar uma mentalidade sadia,
porque ensinará à criança, desde cedo, que o berço não é o início da
vida: é o começo do corpo; e o túmulo não é o fim da vida: é a porta de saída
do corpo. Falando-lhe de reencarnação, situando no seu devido lugar a tarefa
preponderante do Cristianismo, a obra da educação das gerações novas
preparará o novo mundo.
(extraído do livro Diálogo com dirigentes e trabalhadores espíritas, USE, 1a. Ed., pgs. 67 e 68) (*) Divaldo é professor, conferencista e médium, espírita, mundialmente conhecido)
A tarefa de dirigir, na conceituação
semântica, significa direcionar, conduzir, “dar rumo” para algo ou para
alguma atividade. Os centros espíritas comumente utilizam pessoas para essa
finalidade: são os chamados “dirigentes”. Cabe aqui a ressalva de que o
dirigente somente pode trabalhar em uma das duas áreas:
administrativa ou nos trabalhos espirituais como cursos, palestras, tratamentos
de passes e outros. Esse foi o conselho deixado por médiuns atuantes e de
comprovada experiência ao longo da história espírita. Justificam essa postura
esclarecendo que os encargos administrativos desviam o foco e atrapalham
sensivelmente o contato com o plano espiritual, interferindo de forma negativa
nas atividades e percepção mediúnicas. Ora, o que o dirigente de trabalho
espiritual mais necessita é estar muito bem sintonizado com os mentores
espirituais da casa, bem como com suas faculdades sensoriais em plena
eficiência.
O exercício simultâneo das duas tarefas se torna então incompatível.
Atentemos para as palavras de Chico Xavier:
“O médium que trabalha na produção de obras mediúnicas
ou em tarefas de contato com as massas, não deve se envolver em compromissos
administrativos no grupo a que pertence, sob pena de não proporcionar aos espíritos
o espaço mental e a serenidade de que eles necessitam para trabalhar. Sempre
que me aproximei de questões administrativas do centro espírita, por vezes
tão desgastantes, perdi em mediunidade: levava um tempo para me recompor
psiquicamente e reatar a sintonia com os nossos benfeitores.”
Independentemente
da sua área de atuação, deve o dirigente espírita pautar suas palavras,
atitudes e ações de acordo com algumas diretrizes básicas, dentre elas:
Não fazer ao próximo ou não se
dirigir ao próximo da mesma maneira como não desejaria para si mesmo.
Certificar-se de que está atuando com
atitudes cristãs. Jesus é nosso modelo e guia.
Certificar-se de que seus procedimentos
estão de acordo com as diretrizes da Codificação Espírita.
Seguir os estatutos do centro espírita
e os princípios da Constituição de seu país, como todo homem de bem (cap.
XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo).
“Um homem, que descia de Jerusalém
para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram, cobriram-no de
feridas e se foram, deixando-o semimorto. Aconteceu, em seguida, que um
sacerdote descia pelo mesmo caminho e tendo-o percebido passou do outro lado. Um
levita, que veio também para o mesmo lugar, tendo-o considerado, passou ainda
do outro lado. Mas um samaritano que viajava, chegou ao lugar onde estava esse
homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se, pois,
dele, derramou óleo e vinho em suas feridas e as enfaixou; tendo-o colocado
sobre seu cavalo, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele...”
Parábola
do Bom Samaritano, Capítulo XV, item 2 de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Atualmente não sabemos o que nos
choca mais: se o assassinato de pais pelos filhos ou se o do filho por um pai
desesperado. Ficamos petrificados ao ouvir um grupo de rapazes de bom nível
social declarar que só atearam fogo no índio pataxó, pois julgavam ser um
mendigo.
Assistimos com imensa
dor milhares de jovens e adultos se reduzirem a trapos humanos em virtude das drogas. Causa-nos
compaixão verificar que tantos outros se transformaram em cabides e vitrines
para as grifes da moda e em ouvidos e olhos, que mais parecem esponjas a
absorver tudo o que vêem pela frente.
E nós, iludidos, achamos que
permanecemos imunes a todo esse apelo que implica em milhares de imposições
que nos são enfiadas goela abaixo no nosso cotidiano veloz e conturbado. Ledo
engano!!!
Compramos um modelo de vida ideal, um
sonho que poderia ser alcançado por todos, sem dores nem preços a pagar. Um
casamento ideal, um emprego fantástico, filhos doces e submissos a nossos
sonhos, casa, carro, saúde perene, uma alegria permanente, uma festa eterna...
E assim fomos nos afastando da realidade, da vida simples, das nossas emoções,
dos nossos limites humanos e principalmente da nossa proposta para a encarnação
atual.
Enfrentamos um conflito permanente
entre o que é viver de verdade, encarar nossos desafios conforme programado
para nossa etapa reencarnatória e a “vida de sonhos” que o sistema econômico
que nos abriga propõe e impõe. Talvez seja esse nosso maior desafio nesta
jornada: nos mantermos íntegros e fiéis aos nossos propósitos de evolução,
vencendo essa batalha, já que iludidos, buscamos o que a vida não nos pode
dar.
Somos levados, em conseqüência desse
conflito entre o real e o sonho, a tomarmos uma posição cada vez mais
individualista, buscando alcançar nossos objetivos a qualquer preço e tendo
isso como nosso único foco. Voltamo-nos apenas para nossos próprios problemas,
nossas depressões, ódios, revoltas e insatisfações. Somos eternos famintos
em busca da perfeita felicidade que nunca é alcançada, pois a procuramos sabe
lá Deus em que lugar e, muitas vezes no caminho onde certamente ela não está.
E nessa permanente e irreconhecida infelicidade,
passamos a agir com indiferença diante de nossos semelhantes.
Infelizmente, essa é uma tendência cada vez maior, chegando aos disparates
extremos que povoam as páginas policiais.
Quanto menor a consciência, maior é
o risco dessa indiferença caminhar para o alheamento, que faz com que o ser
humano não reconheça o outro como um semelhante, desqualificando-o e não o
respeitando na sua integridade física, psíquica, moral e até mesmo
espiritual. O outro passa a ser apenas um fornecedor ou portador de objetos,
valores ou desejos. Nada mais vale além disso. E esta é a real origem da violência
que nos espanta, amedronta e paralisa. Se o pai é um empecilho, elimina-se. Se
aparece o impulso para dar vazão à violência, incendeia-se o mendigo.
Hoje, num mau momento, podemos passar
por cima de um irmão que está deitado em nosso caminho e ainda reclamar
perguntando porque não se deitou em outro lugar. Todos os que nos retardam os
propósitos de viver rapidamente são tratados como transtornos, adversários.
Desde as atitudes menos lesivas até as mais perversas, estamos todos sendo
atingidos por esse mal. A violência divulgada nos meios de comunicação nos
choca, mas logo é esquecida.
Recordando-nos da parábola do Bom
Samaritano, nos questionamos: se hoje Jesus fosse perguntado sobre quem poderia
ser o nosso próximo, talvez dissesse que é aquele “estranho” com quem
“trombamos” todos os dias, pois possui a chave da mesma casa, ou talvez
nosso “adversário” de trabalho com quem medimos força e poder ou o chefe
que grita, ou ainda o garoto pobre do cruzamento da avenida, os praticantes de
outras crenças muitas vezes intolerantes, o companheiro da mesma fé que nos
desagrada. São tantos... São todos. E nós, permanecemos alheios à sua existência
como irmãos, compostos das mesmas células e por espíritos semelhantes, que
como nós sofrem contingências, dores e dificuldades.
Nesse campo a impiedade impera, já
que no alheamento, as pessoas não conseguem enxergar sua violência, muitas
vezes disfarçada sob a capa do medo ou de desculpas escapistas. Apenas nos
posicionamos diante dessa impiedade no momento em que, nos tornamos o próximo
irreconhecido pela agressividade daqueles que nos vêem como meros suportes dos
seus objetos de desejo, sejam eles um tênis, um Rolex, um cargo ou qualquer
outra coisa. É nesse momento que clamamos por um samaritano que ainda tenha a
capacidade de sentir compaixão, que nos dispense um mínimo de atenção e nos
limpe as feridas, estas, hoje abertas em nossas consciências doridas.
Nestes tempos em que a materialidade e
o narcisismo dita as regras de vida, nossa miséria espiritual e psíquica
precisa ser sanada. Que não seja às custas de uma dor maior do que a que já
sentimos por estarmos apartados da nossa essência espiritual e não termos
ainda aprendido a viver como nos exortou o Espírito Protetor no capítulo VII,
item 10 de O Evangelho Segundo o
Espiritismo.
Temos o livre arbítrio
que nos possibilita colocarmo-nos no papel do agredido ou no do samaritano, que
nos fará reencontrar nossa humanidade perdida. Os dois caminhos, sem dúvida,
são eficazes para o redespertar: a dor sentida na pele ou o bálsamo que estanca
feridas. A escolha, como sempre, será nossa. Se voltarmos os nossos olhos para
os que se encontram vivenciando a dor e colocarmos nosso coração e o trabalho
de nossas mãos a serviço da caridade, que poderá nos irmanar, certamente
voltaremos a enxergar o próximo como um reflexo de nós mesmos.
Lilian Approbato de Oliveira
O
Médium, este desconhecido!
Quando começamos a freqüentar a Casa espírita, nos encantamos com as palestras ouvidas, que tanto vêm ao encontro dos nossos anseios de paz e renovação interior. De imediato, nos identificamos com determinado médium expositor e o elegemos nosso mentor encarnado, o modelo a ser seguido.
Ato
contínuo criamos um fã clube (afinal ele é o máximo), com direito a
carteirinha assinada e se possível com direito a pagar meia entrada no cinema.
De
posse do seu roteiro de palestras, seja em que Casa espírita ele irá falar,
organizamos rapidamente uma caravana de acompanhamento (se possível com faixas
na lateral do carro) e não medimos sacrifícios no afã de não perdermos uma
única de suas exposições. E desse modo vamos levando a nossa vivência espírita,
encantados com as palavras ouvidas.
Mas
um belo dia (reparem que em toda história sempre tem um “mas”), por
invigilância do médium que nos é tão caro, este comete algum deslize impensado por nós, e
o vemos tratar as pessoas rudemente, agindo sem educação, destratando aqueles
a quem deveria consolar. Nesse momento ficamos pasmos, com o orgulho ferido. Após
o choque vem a desilusão, a revolta contra o médium e a Doutrina. Afinal como
ele pode agir desse modo, igual a qualquer um de nós?
Tal
fato ocorre mais freqüentemente do que imaginamos e por nossa própria causa.
Criamos um ídolo dourado, porém com os pés de barro e amparados por nosso
quase desconhecimento doutrinário (Como faz falta um estudo sistemático das
obras básicas!), nos esquecemos de que os médiuns são pessoas exatamente
iguais a nós, com suas virtudes e seus defeitos (e põe defeito nisso!).
Quantos possuem em seus lares uma esposa incompreensiva cobrando-lhe maior
atenção
à família, um esposo dominador a lhe dizer constantemente que o lugar da
mulher é em casa, sem dizer dos filhos problemáticos a exigirem atenção
constante.
Mas
o médium também tem a sua luta pela sobrevivência, afinal ele não recebe
pelo seu trabalho no centro espírita e nem pode moralmente pensar nisso.
Tem de batalhar mesmo como todo mundo, correr atrás do emprego, aturar
chefe incompreensivo como todos nós, pensar nas suas despesas: é a conta de água,
luz, telefone, a compra do mês, a prestação atrasada, o aluguel, o remédio
(médium também fica doente sim!), etc. Médium também almoça e janta, toma
seu café e por incrível que possa parecer, muitos apreciam um bom churrasco
mal passado, mas heresia das heresias é que todos vão ao banheiro diariamente
fazerem suas necessidades fisiológicas como qualquer um.
O
médium não tem guarda-costas espiritual, encarregado de afastar seus problemas
cotidianos, ele tem seu livre arbítrio e sua sintonia mental. E por que seria
diferente dos outros? Kardec nos
coloca que todos nós, sem exceção, somos médiuns em maior ou menor grau.
Quando
ouvirmos aquele médium, que em sua palestra nos toca tão profundamente em
nossos sentimentos e anseios, lembremo-nos que ele é alguém igual a nós, que
se dedica e vivencia a Doutrina um pouco mais do que nós somente. Por isso não
o idolatremos, mas o respeitemos por sua dedicação e empenho e, se alguma vez,
observarmos algum deslize de sua parte, sejamos nós um dos primeiros a socorrê-lo
com o nosso amor, com as nossas orações e vibrações por um companheiro que
está tentando, como nós a acertar o caminho da verdade.
Atentemos que mais cedo ou mais tarde todos nós daremos o nosso
testemunho dentro da mediunidade.
Rogério de Oliveira
Na
noite de 05 de dezembro de 2003, tivemos mais uma reunião de congraçamento e
energização dos médiuns e trabalhadores da casa. Tendo como pano de fundo as
vozes dos companheiros Claudete Corpo e Gerson, acompanhados pelo maestro Luiz
Bonan, recebemos a visita do sr. João Cortese, um dos fundadores do “Paz e
Amor”.
No
número 04 do Nosso Núcleo, contamos um pouco da história desta casa, mas vale
a pena relembrar que ela foi fundada em 27 de janeiro de 1963. Os primeiros
trabalhos foram realizados na garagem da residência do sr. João, pertinho da
nossa sede atual.
Durante
o evento, pudemos ouvir significativa preleção a respeito da mediunidade, onde
foi dada ênfase à necessidade da sua vinculação à vivência evangélica,
direcionada sempre por Kardec. Destacamos o relato de inesquecíveis “casos”
vividos pelo sr. João, durante convívio estreito com o dr. Manoel Rezende,
Divaldo Franco e Chico Xavier. Com isso pudemos nos transportar para a época do
início do “Paz e Amor”, ouvindo fatos marcantes para comprovação da fé,
experimentados pelos corajosos amigos que ousaram enfrentar muitas barreiras
para implantar mais firmemente a Doutrina Espírita no Brasil. Isso nos serviu
de exemplo e incentivo a seguir seus exemplos de confiança, perseverança e
amor.
Já
no encerramento, contamos com a prece proferida pela nossa querida dna. Emília
Rofrano que, profundamente envolvida, deixou a todos emocionados e muito mais do
que reabastecidos.
Lilian
e Fernando de Oliveira