Artigos:
(Que
Espiritismo é esse?) Espiritismo
ou Kardecismo?
Uma explicação sobre a presença de espíritos que se apresentam como índios e pretos velhos
Nos caminhos da história
não há ninguém que se lhe compare...
Foi
chamado de Rei, Príncipe da Paz, Cordeiro de Deus, Messias, mas o que desejava
era ser conhecido como Mestre.
Viveu
como ensinou....
Falando o Aramaico,
idioma com 3.000 vocábulos, sem escrever uma única palavra, ofereceu à
humanidade a filosofia mais profunda sobre o ser humano, sobre a vida, o amor e
sobre Deus. O seu Sermão da Montanha é a síntese das mais belas diretrizes
comportamentais.
Quando
lhe perguntaram qual o primeiro e o maior mandamento da Lei, Ele respondeu:
“AMAR
A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SÍ MESMO, toda a Lei e os
profetas se encontram contidos neste
mandamento”.
Mas quando falou:
“VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS AFLITOS E SOBRECARREGADOS, QUE EU VOS
ALIVIAREI. SUAVE É O MEU JUGO E LEVE O MEU FARDO”, mostrou-nos à ajuda
incondicional a todos nós.
Fala-nos
sempre em todos os momentos, convidando-nos sempre a uma modificação interior:
“ISTO VOS MANDO, QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS”.
Toda
terapêutica proposta por Jesus é libertadora, precisamos refletir mais sobre.
É NATAL!
QUE
NÃO FALTE O PÃO E HAJA COMPREENSÃO EM TODOS OS LARES, QUE EM SEU NOME,
PESSOAS VISITEM OS SOFREDORES, ALIVIANDO OS GEMIDOS DE DOR, PARA QUE ASSIM
POSSAMOS HOMENAGEAR O ANIVERSARIANTE DO MÊS.
Desejava
trazer-te, alma querida,
No
Natal de Jesus,
Um
presente de luz
Que
te guardasse a paz, em toda a vida...
Uma
doce lembrança
Que
te desse, a contento,
A
supressão de todo sofrimento,
Através
da esperança...
Mas
não podendo fazer isso,
Rogo
ao Céu te conceda, estrada afora,
Dia
a dia, hora em hora,
A
benção do serviço,
Porque
somente no trabalho são,
Nunca
estaremos sós
E
teremos em nós
A
presença de Deus no coração.
Maria
Dolores
(do
livro Preito de Amor, psicografia Francisco Cândido Xavier)
Até
o século V não se celebrava o nascimento de Jesus e a Igreja
Católica Romana não pretendia saber em que dia ele se dera.
Somente
algumas igrejas cristãs da Grécia festejavam, até então, uma espécie de
Natal, no dia 06 de janeiro. No resto do império romano os pagãos e os gentios
convertidos ao Cristianismo celebravam no dia 25 de dezembro a natividade pagã
de Mitra, o Sol Invicto, culto que os soldados romanos haviam adotado nas
campanhas da Pérsia e difundido em toda a Europa.
Mitra
era um deus entre os muitos deuses solares e se lhe rendia homenagem em 25 de
dezembro, porque no hemisfério norte, próximo a essa data, os dias começam a
alongar-se, sugerindo a idéia do nascimento de um novo sol.
A
celebração de 25 de dezembro era, portanto, a festa pagã do Sol,
personificado em Mit5ra, que foi o último dos deuses pagãos a resistir ao avanço
do culto cristão, principalmente nas ilhas britânicas, ao longo do Danúbio,
em parte das Gálias e da Ibéria e nas províncias asiáticas.
A
natividade de Mitra estava arraigada nos costumes e não parecia prestes a
desaparecer tão cedo. O próprio imperador Constantino, que adotara a religião
católica como culto oficial do império romano e presidira o Concílio de Nicéia,
cunhava moedas que traziam, de um lado, sua efígie e do outro a de Mitra.
A
Igreja Católica valeu-se, assim, de um recurso hábil, embora ouço
escrupuloso, criando a festa do nascimento de Jesus no mesmo dia da natividade
de Mitra, esperando que a suplantação se produzisse a pouco e pouco, o que,
pelo menos no mundo ocidental, acabou ocorrendo.(baseado em artigo do jornal
“O Imortal”, dezembro 2000)
Era o ano de 1985. A
sede de nosso Núcleo situava-se à Rua Serra de Botucatu. Em uma tarde-noite de
um sábado, realizávamos a Reunião Fraterna (hoje Colegiado de Doutrina).
A
reunião fora maravilhosa, repleta de fatos mediúnicos (depoimentos, vidências,
comunicações por vias psicofônica e psicográfica). E foi aí, entre as
mensagens, por nosso intermédio, via psicografia , recebemos uma, ditada pelo
espírito Dr. Max, onde entre outras abordagens citou pela primeira vez o termo:
“Família Nucleana”, referindo-se a todas as criaturas reencarnadas,
vindas de todas as cidades do país bem como de outros países, que
reencontrar-se-iam por vínculos e compromissos pretéritos com o Núcleo,
formando assim o que designou Família Nucleana.
Dr
Max foi além, esclarecendo que esse direcionamento estender-se-ia ao longo
dos anos.
E
foi a partir daí, que a nossa querida Celina, pela sua extraordinária
sensibilidade, doçura e energia, iniciou, em todas as reuniões, cursos,
palestras evangélicas, trabalhos de passes, eventos e conclaves mediúnicos,
enfatizar o significado e a força da Família Nucleana, exortando a
todos os integrantes da Casa, trabalhadores ou freqüentadores, à união, coesão
e compreensão dos destinos da Casa, para a solidificação das estruturas
espirituais do Núcleo.
Procuremos
manter esse ideal!
Abílio
de Paula Soares
O DIRIGENTE ESPÍRITA E AS
REUNIÕES
O papel do
dirigente pode alterar profundamente a situação de uma reunião. Observe-se
que sua atuação pede a flexibilidade, a sensibilidade e a coragem que nem
sempre ele consegue ter.
Cair na rotina é
mais fácil e parece seguro, mas é um engano. A rotina é um furo que cresce e
que faz esvaziar a seiva da vida da reunião.
Dirigir
é observar, é sentir, é intuir, é perceber o que ocorre nos dois lados da
vida, e também ao nível emocional, que transparece espiritualmente.
Na
direção do barco da reunião, ponha o timoneiro Kardec e ponha Jesus, como
capitão.
Ah! Não esqueça que o coração vê mais que os olhos, mais que a cabeça e mais, muito mais que a opinião.
Cristina Helena Sarraf
(transcrito
do Jornal do CEM, abril/1998)
Não,
caro leitor, não vamos falar sobre comida! mas, certamente sobre limpeza. Não
a limpeza física, mas a espiritual. Falaremos sobre a palestra evangélica e
suas conseqüências no recebimento do passe.
Como
todos nós sabemos, é-nos insistentemente recomendada a freqüência às
palestras evangélicas, que precedem os passes. Pela observância dos vários
trabalhos da casa, onde ele é aplicado, vamos verificar que muitos dos freqüentadores
preferem chegar em cima da hora e ir direto tomar seu passe. Ganha-se tempo, mas
perde-se muito em qualidade.
Expliquemos
a situação por uma analogia conhecida de todos nós. Há muito tempo atrás,
quando uma dona de casa queria lavar as suas roupas, utilizava-se do seguinte
processo: colocava-as no tanque com água e sabão e após esfrega-las,
repetidas vezes, deixava-as de
Molho
por algum tempo, para que a ação do sabão e do alvejante pudessem remover ,
adequadamente a sujeira. Após esse processo a roupa era enxaguada em água
limpa e posta para secar...
Mas,
a esta altura, muitos deverão estar perguntando: o que isto tem a ver com a
palestra evangélica?
E
nós afirmamos: a palestra funciona
como a primeira etapa da lavagem da roupa,isto é o processo do molho!...
No momento em que estamos concentrados no tema enfocado, a
espiritualidade aproveita a nossa sintonia mental com o mais alto e de posse das
nossas fichas reencarnatórias e merecimentos, efetuam o tratamento necessário
a cada um de nós, segundo nossas necessidades. Atuam, como o molho, dissolvendo
as nossas emanações mentais negativas, os miasmas agregados ao nosso perispírito,
harmonizando o nosso campo vibratório. É por isso que muitas vezes nos
emocionamos durante a palestra, não só por assimilarmos a mensagem passada
pelo expositor, mas por estarmos sintonizados com os nossos mentores espirituais
e com toda a equipe socorrista, que está trabalhando, amorosamente, a nosso
favor, envolvendo-nos, intensamente em energias restauradoras.
Quando
nos encaminhamos para o passe em si, já vamos, espiritual e emocionalmente,
preparados (estamos de “molho”) e as energias recebidas, através do
passista, irão funcionar como aquele enxágüe final, revigorando-nos.
Por
isso a grande ênfase dada à necessidade
de se assistir às palestras evangélicas, que se antecipam aos tratamentos pelo
passe.
Desse
modo, cabe ao leitor decidir se é com molho ou sem molho ? Mas, cá entre nós:
com molho é muito melhor!...
Rogério
Oliveira
A Universidade de Lund, na Suécia é uma das mais antigas da Escandinávia
e a partir de 2004 se transformará, pois além das ciências convencionais, a
instituição decidiu abrir vagas para professores de parapsicologia,
hipnose e clarividência.
A Universidade de
Lund se junta às universidades de Utrecht, na Holanda e de Edimburgo, na Escócia,
onde tais cadeiras já existem e são procuradas por alunos de todo o mundo.
(informação
extraída do Jornal da Tarde, set/03)
FESTA DE 15 ANOS DO
PRINCIPIANTE ESPÍRITA
No último dia 10 de outubro, sexta-feira, festejamos os 15 anos do Curso
Principiante Espírita em clima de muita confraternização e aprendizado.
Contamos com a presença do Dr. Manoel de Aquino Rezende e família, sendo
que o nosso querido Dr. Rezende veio nos brindar com sua palavra orientadora e
estimuladora de novos hábitos para vivenciarmos o Evangelho.
O salão principal da Casa estava completamente lotado com alunos e
ex-alunos, alguns vindos de longe para reviver os momentos do Curso.
Foi uma festa simples e amorosa, e contou com o maestro Luis Bonan ao
teclado e Gerson Amador e Claudete Corpo abrilhantando-nos com 4 páginas
musicais, que nos proporcionaram antever as festas espirituais, como tantas
vezes os mentores amigos nos descrevem.
Nossos amigos espirituais, através da psicofonia, ditaram pela médium Tânia
M. Antolin, comovente mensagem de espírito anônimo e o médium e diretor de
Doutrina, Abílio de Paula Soares mensagem ditada pelo prof. Dante e finalmente
Euripedes Barsanulfo através da médium Emília Bergamo Rofrano, a qual
transcrevemos abaixo.
Glória
a Deus nas alturas, Paz na Terra aos homens de boa vontade.
Nesta
noite maravilhosa em que o “Paz e Amor” brilha intensamente, em que nossos
corações estão emocionados e agradecidos, nós nos ligamos, coração a coração,
solidificando nosso campo vibratório, vamos envolvendo todos os mentores desta
bendita Casa., e nos ligando com todos os espíritos, que como nós, trabalham
sob a égide de Jesus e que tanto amparo, proteção, carinho e respaldo, intuição
e inspiração fornecem aos dirigentes, aos expositores e aos alunos dos Cursos.
Nós todos juntos nestes instantes, ajoelhados, espiritualmente, rogamos a Jesus
que suas bênçãos continuem a recair sobre nosso Principiante Espírita e que
continuem a recair sobre todos os Cursos do Paz e Amor, que todos os
trabalhadores que se acheguem a eles possam, mestre Jesus, trabalhar na tua
Seara com maior embasamento doutrinário filosófico e religioso e servindo
assim com mais segurança, equilíbrio e amor. Nos todos juntos ainda,
ajoelhados em espírito, Mestre Jesus, te rogamos por nós,
que somos eternos alunos e aprendizes e que ainda não entendemos as tuas
verdades, que possamos, todos nós Mestre, entender e por em prática cada vez
mais os teus ensinamentos, as tuas máximas, as tuas bem aventuranças, as tuas
parábolas, as tuas leis morais.
Ajuda-nos,
Mestre amorável, nesta empreitada e que todos nós e o nosso Paz e Amor
continue firme, forte, valoroso, amando-se, altaneiros, perdoando-se,
respeitando-se e que nossa bandeira continue a ser “Fora da Caridade não há
Salvação”, “Orai e Vigiai”,
“Amai-vos e Instruí-vos”.
Caminhemos
todos nós para frente e para o alto com o Cristo de Deus e abraços efusivos não
só aos Cursos, mas a todos nossos queridos do Paz e Amor e que Jesus nos abençoe
e que estes 15 anos possam ir muito e muito mais além e que a doce e suave Paz
do mestre Jesus esteja no coração
de todos.
Euripedes.
A
Sra Olívia narrou-nos emocionantes quadros, pela vidência, onde destacamos Eurípides
e sua equipe derramaram vibrações sobre o Paz e Amor, visto ainda,
imagens fluídicas de Allan Kardec, Emmanuel, Chico o quadro de todos os
mentores de nossa Casa, e ao fundo do salão foram vistas Celina e sua mãe,
dona Sianinha parabenizando a coordenação do Principiante.
Observado
ainda o símbolo do Paz e Amor (coração inscrito Paz e Amor) iluminado de onde
caia uma cascata de luzes e as servas de Maria derramando pétalas de rosas
brancas, que ao cair em todos nos, beneficiava-nos
num campo de recomposição do nosso psiquismo, para que todas as nossas
recordações dolorosas sendo dando lugar às boas .
Todos
amigos espirituais dizendo “Parabéns e continuem”.
Foi
ressaltado ainda que com esta mensagem ditada por Eurípides, consolidou-se,
ainda mais a sustentação da Casa e ele ao percorrer todos os ambientes da Casa
levava um rastro de luz, que forma um circulo de proteção para toda a Casa.
Esclareceu-nos ainda Dr Mauricio,
que toda a comunidade do Tatuapé foi beneficiada por essas vibrações.
À
equipe do Principiante Espírita, votos de Paz e Amor.
Cientistas australianos
ligados à Escola de Astronomia e Astrofísica da Austrália afirmaram neste mês
de julho/2003, que existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em
todos os desertos e praias do nosso planeta, ou seja, 70 setilhões de estrelas,
cerca de dez vezes o número estimado de grãos de areia existentes na Terra.
É
claro que temos aí um número impreciso, pois estamos falando de estrelas que
os nossos equipamentos atuais podem captar!...
Quando pensamos que esse número pode ser maior!!!...
Mas
não é tudo, se, como a nossa estrela, o Sol, tivermos planetas em redor,
imaginemos seis planetas, teríamos para o Universo conhecido 420 setilhões de
mundos.
Como
a população de um único planeta como a Terra, que tem em torno de 6 bilhões
de seres, e ainda buscando no livro “Roteiro”, Emmanuel nos informa que para
cada encarnado temos 3 desencarnados, este número aumenta para 18 bilhões de
seres ligados a um único planeta. Assim, se tomarmos por base a população da
Terra teremos 420 setilhões por 18 bilhões de seres, a conta é inimaginável....
Diante
desta grandeza, nos quedamos perplexos e compreendemos, quando encontramos no
Livro dos Espíritos, pergunta 10: “O homem pode compreender a natureza íntima
de Deus?
-
Não, falta-lhe para tanto um
sentido.
E
mais adiante na pergunta 14, uma afirmação, que não podemos duvidar: “Deus
existe e não o podeis duvidar...”
Tânia
F G Carvalho
Em
18 de Abril de 1857, pelas mãos de Allan Kardec, materializou-se para o mundo a
Doutrina dos Espíritos, com a publicação de O Livro dos Espíritos. A
terceira revelação tomou forma e modificou nosso conceito sobre os Espíritos,
sobre a espiritualidade e principalmente, nos colocou em relação com o mundo
invisível de forma clara e sem receios.
Em
janeiro de 1858 para dar prosseguimento ao ensinamento espírita, Kardec, incansável,
fundou a Revista Espírita, (La Revue Spirite). Neste ano de 2003
comemora-se 145 anos da publicação desta que pode ser considerada uma fonte
inesgotável de informação para todos aqueles que estudam e buscam na Doutrina
dos Espíritos conhecimentos necessários para sua evolução e respostas para
suas dúvidas. Seu acervo é uma coletânea de 12 volumes que abrange o período
de janeiro de 1858 a junho de 1869 e é uma publicação de real importância
para os estudiosos do espiritismo, mas é, infelizmente, um tanto desconhecida
ou não procurada pelos espíritas. A revista continua sendo editada na França
pela Union Spirite Française et Francophone, e traduzida e publicada no
Brasil pela Edicel (São Paulo) e pelo IDE - Instituto de Difusão Espírita,
sediado na cidade de Araras, estado de São Paulo.
Centenas de questões apenas
ditas superficialmente nos livros da Codificação, pois não poderiam abranger
todo o universo de conhecimento espírita, são amplamente tratadas na Revista,
e exaustivamente analisadas. Manifestações da mediunidade curadora em seus vários
aspectos; manifestações voluntárias dos espíritos; os duendes; os agêneres;
os casos de obsessão e possessão; o desenvolvimento mediúnico; o suicídio em
suas diversas formas e motivos: por amor, pela obsessão, os problemas morais, o
suicídio dos animais, estatísticas, etc; a alma dos animais, enfim, a Revista
Espírita já tratava, com personalidade há 145 anos atrás dos problemas que
ainda hoje afligem a humanidade.
Um tema que hoje gera muita
controvérsia é aquele que trata dos animais e sua relação com o ser humano.
Kardec cuidou desse tema, naquela época, com conhecimento de causa como podemos
verificar nos diversos trabalhos publicados na Revista. As comunicações do espírito
George, foram analisadas por Kardec e submetidas a debates na Sociedade, e vários
fatos referentes à mediunidade nos animais fazem parte de um dos capítulos
desta coleção. A música também teve seu espaço, pois na edição de Maio de
1859, Kardec entrevista os Espíritos de Mozart e Chopin, através do médium
Bryon-Dorgeval.
Como podemos ver, a Revista
Espírita, fundada pelo codificador continua sendo um manancial inesgotável, após
tantos anos de existência, e é uma leitura obrigatória para todos os espíritas
e estudiosos do espiritismo.
Para ter acesso ao índice
completo de todos os volumes e parte dos textos, visite os sites:
http://www.jhbaldin.com/re.htm
e
http://www.espirito.org.br/index.asp
FALANDO
DE PERDAS, LUTO E MORTE
Quem
espera que alguém morra? Acho que a MORTE não está nos planos da maioria das
pessoas. Mas o fato é que ela existe e, mesmo não falando na morte, ela
acontece. E, como quase ninguém gosta de falar no assunto, muitas vezes a gente
se sente só quando, por algum motivo, perdemos alguém que amamos, sentimos
saudades ou mesmo quando tememos a nossa própria MORTE
Ao
se contrapor à vida, a morte nos ensina a buscar uma vida melhor, porque ela
nos diz que nosso tempo é limitado e, por isso, valioso. Ela oferece uma
oportunidade para avaliar nossa vida, para rever e renovar o sentido que lhe
damos. Podemos olhar para o que estamos conquistando, além
daquilo que nós perdemos; é o momento de (re)descobrir as pessoas de
quem gostamos, as qualidades que admiramos, nossos objetivos e nossos sonhos.
Não
gostamos de sofrer, não gostamos de sentir saudade, não gostamos de perder
aquilo que amamos.
Mas é algo
necessário, pois todos nós enfrentamos perdas
e mortes em algum momento de nossas vidas. Podemos nos permitir maior
sensibilidade ao nosso sofrimento e ao alheio porque essas coisas acontecem em
todos os contextos e podemos aprender a compartilhar isso, sem excluir e sem
negar a dor.É triste sentir a falta, mas alivia sabermos que preservamos em nós
muita coisa valiosa adquirida por meio das nossas relações. Podemos e devemos
ensinar esse processo às crianças, em casa ou nas escolas, nas comunidades,
nas empresas.
Nunca
vamos esquecer a pessoa que amamos e perdemos. Ela pode ser substituída em suas
tarefas, mas não em nosso afeto; vamos guardá-la conosco e preservar o
carinho. Mas leva tempo.Lembramos com saudade e angústia no início e devagar
passamos a lembrar com mais carinho do que dor.
A
dor da perda é o preço pelo prazer de amar, de gostar, de dividir a vida com
outras pessoas. O luto é o processo de construção de uma nova etapa de vida,que
pode ser positiva se houver um enfrentamento saudável do sofrimento, pois se
traduz em crescimento e enriquecimento pessoal.
A
morte nos reúne em torno dela e nos iguala nos sentimentos de perplexidade,
dor, tristeza, raiva, confusão. O luto é a resposta natural e esperada após
uma perda, que exige um processo de reorganização de longo prazo.
A
morte de uma pessoa pública nos leva ao luto coletivo
às cerimônias públicas de despedida.São rituais que marcam a perda, e
ajudam a encontrar um sentido para ela e permitem um compartilhamento das emoções,
que são socialmente permitidas e aceitas.
E
aí o luto coletivo tem outro sentido, de reciclar o lutos pessoais, nem sempre
permitidos.
Especialistas
afirmam que a morte de personalidades conhecidas e admiradas pelo grande público
permite que as pessoas que não <elaboraram> seus próprios lutos venham a
fazê-lo.
É
o momento de reviver as perdas pessoais, extravasar emoções abafadas.
"Tomamos emprestado um pouco desse luto para chorar nossas dores".diz
a coordenadora do LELU (Lab. De estudos e Intervenção sobre o Luto), da Puc.
Mesmo
sem perceber, o luto privado, muitas vezes reprimido por uma espécie de defesa
pessoal ou até por mudanças da sociedade atual que tornaram os rituais de
despedida mais curtos e superficiais.
O
prejuízo disso é semelhante ao de não poder expressar o sentimento, diz a
psicóloga Maria Júlia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a
Morte do Inst. De Psicologia da USP.Segundo ela, pesquisas inglesas recentes
mostram quem não demonstra as emoções acaba sofrendo manifestações físicas
no futuro .Em tese, recuperar um pouco do ritual pode ajudar. O ritual tem função
terapêutica. Ele resgata a solidariedade,
principalmente numa cidade como São Paulo, onde é cada um por si a maior parte
do tempo.
Viver
o luto, por mais dolorido que seja, é também um momento de crescimento e
lapidação humana.
Falando
ainda sobre o luto, muitos estudiosos nos mostram que é muito comum ficarmos chocados
quando perdemos alguém, Que a tendência é não acreditarmos no que está
acontecendo, não conseguindo aceitar o fato de que o outro
está morto. Até mesmo, na fase seguinte ao CHOQUE,
se você tem uma ligação muito forte com a pessoa que morreu ou tinha uma
convivência muito grande, é comum pensar muito nela, vê-la nos lugares que
ela costumava estar, ouvir sua voz, pensar em falar com ela, coisas assim.O hábito
e o carinho fazem a gente levar mais tempo para acostumar-se com a perda. Às
vezes, você até procura a pessoa falecida, como se ela ainda estivesse viva. E
COMO A SAUDADE É GRANDE, todos esses sentimentos vão se
misturando, se embolando, e levam um bom tempo para se acertar dentro do seu
coração, até que um dia você percebe que está mais CONFORMADO.
Não é que você esquece de quem gostou muito, mas consegue lembrar-se dele com
carinho, já entende melhor sua morte, já se sente mais conformado e sua vida
parece mais normal.
A
saudade é um sentimento que sempre existirá: você pode "morrer"de
saudade, mas logo estará "vivo"novamente.
Tudo
isso acontece porque uma grande mudança começa quando perdemos alguém importante para nós.Muitas perguntas surgem: por que não aproveitamos mais a
vida? Por que não falamos ou fizemos algo para o fulano antes de ele morrer? O
que faremos agora sem aquela pessoa? Vamos conseguir continuar sem ele? Será
que ele está em algum lugar? Por que morreu? E, são muitas as questões
e às vezes achamos que devemos, nesse momento, tomar decisões
importantes, assumir responsabilidades. Calma, devagar, é melhor começar com
pequenas decisões.
E
tem mais uma coisa importante: o medo.Enfrentar
a morte ou a perda de alguém querido
torna-nos frágeis, impotentes e isso dá medo. Aí o que faremos? Tentamos
esconder bem esse medo, para não mostrar nossa fragilidade ou para tentarmos
evitar sentir mais medo. É uma forma de assumir o controle sobre a situação,
buscando sentir-se forte outra vez. Mas, quanto mais a gente tentar controlar
esses medos, mais eles aparecem, medo da violência, medo de escuro, medo do
fracasso, medo de doenças, etc. Por isso, vale a pena refletir um pouco sobre
quais medos nos acompanham no momento. Pode se medo da própria morte, ou medo
do desconhecido, ou medo de perder outra pessoa,entre outros.
Quem
ainda não se perguntou de onde veio e para onde onde vai? Saber de onde viemos,
o que acontece quando morremos, qual o sentido da vida, é o que chamamos de
"questões existenciais". Uma questão existencial é uma questão de
vida, algo que está presente em todo ser, pelo menos em algum momento da vida.
Falar sobre a MORTE e o que acontece depois dela desperta uma grande
curiosidade, mas também provoca desconforto, É difícil, dá um MEDO.
O
temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura.
A
proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte
diminui: uma vez esclarecida a sua missão terrena, ele aguarda o fim com calma,
resignado e serenamente. A certeza de reencontrar seus familiares e amigos
depois da morte, de reatar relações que tivera na Terra, dá-lhe coragem para
suportar a partida de um ente querido.
A
doutrina espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida
futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade.
Eis
aí porque os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de coragem e
serenidade nos seus últimos momentos na Terra.
A
lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real.
Além
disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, eles estão ao nosso
redor.
Um
breve comentário:
Sou
Rosa Maria Carleto Tosello, 55 anos, espírita,comecei desde jovem um trabalho
como voluntária no CVV-Samaritanos- atendendo pessoas que queriam se suicidar,
e descobri que, no meio de tantas perdas que já experimentavam, a MORTE
estava presente.
Hoje,
sou voluntária na AACC-Associação de Apoio à Criança com Câncer-são crianças
e adolescentes que lutam para VIVER.
Neste
processo de MORTE-VIDA- PERDAS E LUTO, eu fui tomando mais contato com a dor do
outro , e me esforçando melhor para entendê-lo.
Assim,há
8 meses eu também vivenciei a minha grande PERDA ( o meu marido).
Acometido
por um câncer no cérebro, sua luta
foi grande, mas sempre com resignação, aceitação
até o final.
Devo
confessar a vocês, que não foi fácil quando eu recebi o diagnóstico e
pensei:
_
"Agora eu não sou mais só voluntária, serei também CUIDADORA e
PERDEDORA ", bendita doutrina que nos faz pensar na vida além da vida e
nos fornece ensinamentos comprovados, da imortalidade da alma .
Mas
como nada é por acaso, nesta mesma época eu fazia um curso na Associação
sobre "Como acompanhar a Separação e o Desapego do outro".
Aprendi
a não viver o luto antecipado, mesmo sabendo que o desencarne dele não
demoraria muito, elaboramos melhor nosso tempo, foi um exercício de
enfrentamento e preparação para a morte, vivenciado por nós dois.
Não
tivemos medo do sofrimento, porque
muitas vezes nós expulsamos a morte da nossa intimidade, privando aquele que
está prestes a morrer da nossa ternura e da nossa solidariedade nos momentos
finais. Dizendo ("não quero ver ", não tenho coragem", o que os
olhos não vêem o coração não sente ").
Eu
não podia negar a dor dor dele, apenas COMPARTILHAVA.
Aprendi
a lidar com as tristezas profundas. Quando enfrentamos o sofrimento, a
capacidade de TOLERÂNCIA E RESISTÊNCIA, aumenta as nossas perspectivas de vida.
Sem
medo de enfrentar a Dor e as Perdas, tivemos um grande conforto espiritual:
podendo resgatar a humanização e a dignidade perante a MORTE. Pela reconciliação
com ela, tivemos a oportunidade de pedir PERDÃO um ao outro., de fazer nossas
despedidas, de repassar nossas experiências e vivências de2 3 anos vividos
juntos nesta vida.
E
para finalizar, eu gostaria de falar a vocês
de uma nova experiência que participo hoje
numa Casa Espírita.
O
Centro Espírita Obreiros do Senhor de Rudge Ramos-SBC, iniciou neste ano, uma
atividade muito interessante- trata-se de um GRUPO DE SUPORTE AO LUTO-
chamado Diálogo Fraterno, tendo como objetivo, orientar, amparar as
pessoas que perderam seus entes queridos que chegam ä
Casa Espírita em busca de esclarecimento e socorro espiritual.
O
Diálogo Fraterno, destina-se , a consolar, despertar e conscientizar os
participantes através de palestras evangélicas.
Após
a palestra, o grupo se reúne, onde cada participante, tem a oportunidade de:
-desabafar,
e ouvir o desabafo do outro
-
relembrar as perdas
-
- recuperar as lembranças da VIDA e
MORTE do ente querido
-
expressar seus sentimentos,
reorganizando internamente.
Portanto,
agradeço a Deus, ao Romeu (meu marido), e a todas
as pessoas cujo sofrimento pelas perdas que tiveram, deram-me a experiência
e os conhecimentos que me permitiram criar novos caminhos para os que ainda se vêem
sufocados por um luto, cuja razão não compreendem e por isso não são capazes
de crescer por meio desse sofrimento.
Para
saber mais sobre PERDAS, LUTO e
MORTE
Nas
livrarias
Na
maior das Perdas-Regis de Morais-Editora Eme
O
temor da Morte-Allan Kardec Cap II-do Céu e Inferno
Sobre
a Morte e o Morrer-Elizabeth K:ubler Ross
Morte
e o Desenvolvimento Humano- Maria Júlia
Kovács-Casa do Psicólogo
Vida
e Morte: Laços da Existência-Maria Júlia Kovács- Casa do Psicólogo
Do
Fim ao Começo- Maria Cristina Mariante Guarnieri - Edições Paulinas
Grupo
de Suporte ao Luto- Evaldo A.
D'Assumpção- Edições Paulinas
LELU-Laboratório
de Estudos e Intervenção sobre o Luto ( serviço de assistência psicológica
mantido pela PUC, com o objetivo de aliviar a angústia de quem teve uma morte
em família.
A existência de pessoas que possuem o dom de transmitir energias
curativas é conhecida desde a antigüidade. Os relatos sobre a existência destes indivíduos se confundem com a
história da Humanidade. Vemos nas pinturas egípcias, por exemplo, várias
imagens de homens praticando a imposição de mãos.
Na realidade, o passe nada mais é do que a transmissão de bioenergias
que fluem pelas extremidades de nosso corpo, neste caso direcionadas para saírem
através de nossas mãos. Via de
regra os espíritos operam a fusão de energias oriundas do plano espiritual com
as energias de origem animalizada
do médium.
Assim sendo, o médium passista é um canal de transmissão, um
verdadeiro intermediário entre o espírito que trabalha junto dele naquele
instante e o paciente que recebe energias reconfortantes.
Para que o passista consiga cumprir bem a sua tarefa, numa verdadeira
aplicação prática da caridade, algumas recomendações básicas devem ser
seguidas:
● Cultivar o amor ao próximo de forma incondicional, sem
preconceitos;
● Vigiar para não cair nas teias sutis da vaidade e do
personalismo;
● Sua alimentação deverá sempre ser frugal, respeitando-se o mínimo
de três horas de antecedência aos trabalhos e, se possível, alimentar-se
somente após a sessão de passes;
● Cultuar a fé em Jesus e na espiritualidade presente aos
trabalhos;
● Não tocar no paciente, evitar gesticulação exagerada. Não
conversar, sussurrar ou “fungar” durante o passe;
● Não criar ligações de dependência e insegurança com aquele
que recebe o passe ( do tipo: só tome passe comigo ou com fulano....)
● Sempre que necessário esclarecer
a quem recebe o tratamento, que a aplicação dos passes não dispensa o
tratamento médico e/ou psicológico. Cada intervenção tem uma atuação em
campo específico, sendo uma, complemento da outra.
Devemos ter sempre em mente que, além da bondosa intervenção dos
missionários do bem, a cura depende da conduta, das necessidades e do
merecimento de quem a busca.
Para simplificar, imitemos o Mestre. De acordo com o que foi relatado
pelos apóstolos de Jesus, a cura através d’Ele se dava apenas pela imposição
de suas mãos sobre a cabeça de quem o procurava.
Fernando
de Oliveira
Espiritismo
ou Kardecismo?
É
comum ouvirmos pessoas alegarem serem Espíritas Kardecistas ou que freqüentam
o Kardecismo, do mesmo modo que antigamente falava-se de espiritismo de mesa
branca (como se houvesse um espiritismo de mesa preta, azul ou verde).
Será que o espiritismo é dividido em seitas, possui várias ramificações
ou essas pretensas denominações não passam de um grande equivoco?
Recorrendo
a fonte primeira das informações sobre a doutrina espírita, ou sejam suas
obras básicas, encontramos os seguintes esclarecimentos prestados por Kardec,
na introdução do Livro dos Espíritos: “Para
coisas novas necessitam-se de palavras novas, assim o quer a clareza de
linguagem para evitar a confusão inseparável do sentido múltiplo dos mesmos
vocábulos...”. “Os
adeptos do Espiritismo serão os Espíritas,
ou, se o quiserem, os Espiritistas”.
No
Livro dos Espíritos, na sua Introdução (Prolegomenos), lemos: “Foi
escrito (o Livro dos Espíritos) por
ordem e sob ditado dos Espíritos Superiores para estabelecer os fundamentos da
filosofia racional, livre dos preconceitos do espírito de sistema.
Nada contém que não seja a expressão do seu pensamento e que não
tenha se submetido ao seu controle. Somente a ordem e a distribuição metódica
das matérias, assim como as notas e a forma da redação são obras daquele que
recebeu a missão de o publicar”,
Na
Gênese, capitulo XVII, tem 40: “Não é
uma doutrina individual, uma concepção humana; ninguém pode dizer-se seu
criador. É o produto do ensino
coletivo dos espíritos, o qual preside o Espírito de Verdade”.
No
mesmo capítulo, na nota de rodapé, escreve Kardec: “Todas
as doutrinas filosóficas e religiosas levam o nome da individualidade
fundadora: diz-se o Mosaismo (de Moisés), o Cristianismo (do Cristo) , o
Maometismo (de Maomé), o Budismo (de Buda) e etc...
A palavra espiritismo, ao contrário não lembra nenhuma personalidade;
encerra uma idéia geral, que indica ao mesmo tempo o caráter e a fonte múltipla
da doutrina.”
Portanto,
a doutrina que foi codificada por Kardec, e não criada por ele, mas sim pelos
Espíritos Superiores, é o Espiritismo, tão somente, sem adjetivos
complementares ou que passem a impressão de haverem várias ramificações. Isto não existe. O
Espiritismo é unicamente a doutrina que está nas obras de Kardec e dos que
continuaram o trabalho do Mestre, sem trair os seus princípios básicos.
Por isso, nós como Espíritas conscientes, devemos sempre prestar esses
esclarecimentos às pessoas equivocadas.
Conta
o colunista Sidney Harris, que certo dia acompanhou um amigo até à banca de
jornal, onde este costumava comprar o seu exemplar, diariamente.
Ao se aproximarem do
balcão, seu amigo cumprimentou, amavelmente o jornaleiro e como retorno recebeu
um tratamento rude e grosseiro.
O
amigo de Sidney pegou o jornal, que foi jogado em sua direção, sorriu,
agradeceu e desejou um bom final de semana ao jornaleiro.
Quando
ambos caminhavam pela rua, o escritor perguntou ao seu amigo:
-
Ele sempre o trata assim, com tanta
grosseria?
-
- Sim, respondeu o amigo, infelizmente
é sempre assim.
-
- E você é sempre tão polido e amigável
com ele, perguntou Sidney, novamente.
-
Sim, eu sou, respondeu, prontamente o
amigo.
-
E por que você é educado, se ele é tão
grosseiro e inamistoso com você?
-
Ora, respondeu o homem, PORQUE NÃO QUERO QUE ELE DECIDA COMO
EU DEVO SER.
Importante lição, que devemos incorporar em nosso dia a dia...
Esse
texto comovente e realista foi publicado recentemente, e recebemos via internet,
por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado de 16
anos, em Maracaípe-Porto de Galinhas, em maio/2003. Depois de 13 dias
desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa, onde as
filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública
e o crime permanece sem respostas.
Vale
a pena ler e refletir até onde pode ir a liberdade de um adolescente.
“Um
dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que
motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para
ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
-
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês
soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
-
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado
ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto
ontem e queríamos pagar".
-
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas,
enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
-
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês,
o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
-
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações,
mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
-
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia
que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram
as mais difíceis batalhas de todas.
-
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! - E em
qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica
que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má,
meus filhos vão lhes dizer:
-
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...". As outras
crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e
torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e
sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e
frutas. E ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães que
deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela
insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada
e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. Mamãe tinha
que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que
lhe dissemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou
menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do
trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar
nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos
cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar
fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e
apenas verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos
pensamentos.
A
nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina
para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto
todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16
para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa
foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós
perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido
com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem
fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora
que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para
sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU
ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NAO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS...”
Dr.
Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra
EVANGELIZAÇÃO
INFANTIL - Tarefa
inadiável !
Todo
espírito, ao encarnar, trás em sua programação reencarnatória, a vontade e
o desejo de se aperfeiçoar, melhorando sua condição moral íntima e
resgatando seus erros do pretérito. Sabemos que as crianças são Espíritos
milenares e que cada um tem sua própria bagagem de experiências vividas em
outras existências. Enquanto criança, as más tendências que acompanham o Espírito,
estão em “repouso” e tende a surgir em uma época posterior, revelando sua
real postura. Na infância o espírito é mais acessível aos ensinamentos, e é
onde atua os “Tios” e “Tias” que se dedicam de coração a essa tarefa
divina.
A
função da Evangelização Infantil é introduzir, de uma forma serena e
constante, os preceitos cristãos contidos no Evangelho de Jesus, possibilitando
um repasse de valores morais elevados para aquele espírito que está iniciando
mais uma jornada.
Para
sabermos como funciona essa trabalhosa, mas gratificante tarefa, o jornal
“Nossonúcleo” buscou as respostas junto ao Coordenador da Evangelização
Infantil de sábado, já que há outra equipe aos domingos, nosso confrade
Gilberto Torres.
JORNAL
“NOSSONÚCLEO” – Em poucas palavras, dado que nosso espaço e exíguo,
como você definiria a evangelização infantil?
GILBERTO
TORRES - “A primeira regra que
devemos observar é não tratar as crianças como seres frágeis e ignorantes,
mas como espíritos eternos em evolução. A função do evangelizador não é a
de impor esta ou aquela religião, pois isso seria violar o livre arbítrio da
criança. A finalidade da evangelização é despertar a criança para Jesus e
para Deus, respeitando sempre sua condição evolutiva. A função do
evangelizador é a de indicar esse caminho, fazendo-os compreender que lhes
compete exclusivamente, a responsabilidade de segui-lo.”
“Nessa
linha de raciocínio – continua Gilberto - passamos a compreender a evangelização
em sua feição educativa. Ao evangelizarmos, não devemos nos deter somente na
instrução, mas também na educação, em como despertar a criança para a
moral cristã. Nosso objetivo deve ser a formação da criança e a aquisição
de virtudes, orientando-os em relação aos princípios morais, religiosos e
educacionais. Se desejamos, despertar o espírito infantil para Deus e para
Jesus, apresentemo-nos às nossas crianças não como professores de Evangelho
ou de Espiritismo, que, evidentemente não somos, mas como irmãos que desejam
trocar experiências com elas para aprender também.”
Com
relação à evangelização em nosso Núcleo, Gilberto esclarece:
O
Paz e Amor mantêm um trabalho dedicado aos filhos das famílias assistidas
realizado nas manhãs de sábado com crianças de 3 a 14 anos. Conta atualmente
com 150 participantes e um grupo de trabalhadores carinhosamente chamados de
tios e tias.
Com
inicio às 7:40 hs, e término às 10:45 hs, o trabalho é dividido em 4 etapas,
a saber:
1)
Das 7:40 hs às 8:00 hs – abertura dos trabalhos com os tios e tias. O
trabalho consiste em: prece inicia, leitura do evangelho, comentários sobre o
tema lido com participação de todos, vibração e prece final.
2)
Das 8:00 hs às 9:00 hs – é servido um café reforçado para as crianças
composto de: café com leite, pão com salsicha, pão com manteiga, e todos
podem se servir à vontade.
3)
Das 9:00 hs às 10:40 hs – as crianças sobem para as respectivas
salas, onde inicia-se os trabalhos em sala de aula. Os alunos, juntamente com as
tias, fazem a prece inicial, lêem um trecho do evangelho, aplicam-se passes e
faz-se a vibração. Seguido uma programação pré-estabelecida no inicio de
cada ano, os tios fazem uma explanação sobre o tema do dia respeitando um máximo
de 20 minutos. Observar que todos os temas são abordados levando-se em
consideração a faixa etária de cada sala, principalmente aqueles que falam
sobre drogas, aborto e DST, estes dirigidos aos ciclos 5 e 6 que abrigam jovens
de 11 a 14 anos. Após a aula é dada atividades diversas, como pintura,
colagem, jogos etc.
4)
Das 10:40 hs às 10:45 hs – encerramento em sala de aula com a prece
final e a saída das crianças.
Encerrando
esta entrevista, desejamos ao Gilberto Torres, as “tias” e “tios” anônimos
que realizam esse gratificante trabalho na seara de Jesus, muita paz, perseverança
e nossos agradecimentos por estarem preparando hoje, um mundo melhor para amanhã.
MOcidade
Espírita Paz e Amor em Jesus
O
mundo vive uma época conturbada. Os vícios se tornam cada vez mais presentes
na vida de muitos, a violência é enfatizada pelos meios de comunicação e os
núcleos familiares encontram dificuldades para lidar com todos esses aspectos.
Inseridos nesse contexto estão os jovens, que necessitam de apoio para
enfrentar a instável fase da adolescência, quando as cobranças também são
muitas. Decidir sua carreira, a necessidade de sentir-se acolhido por um grupo e
enfrentar as modificações em seu corpo e mente são alguns exemplos dessa fase
por vezes tão tumultuada.
É
nesse momento que o jovem necessita de auxílio para passar por essa fase com êxito
e felicidade. Alguns, iludidos, buscam nas drogas o alívio de seus problemas e
conflitos. Outros buscam nos amigos e na família o amparo necessário para os
seus questionamentos. Ainda há aqueles que buscam no Evangelho e na Doutrina
Espírita o direcionamento para suas vidas e compreensão de sua realidade. É
então que aparece a importância dos trabalhos da Casa Espírita direcionados
aos jovens, entre eles a Mocidade Espírita Paz e Amor em Jesus (MEPAJ).
A
MEPAJ é composta por jovens que juntos, buscam o estudo e compreensão
da Doutrina Espírita através de reuniões semanais, que ocorrem todos os
domingos das 10:30 às 12:30h. E mais do que isso, buscam nos laços de amizade
o suporte para seguir adiante em suas tarefas e a troca de experiências para
todas as partes. Nas reuniões semanais ocorrem estudos do Evangelho e temas
que geralmente são realizados pelos próprios integrantes da Mocidade. Os temas
doutrinários são variados e muitas vezes trabalhados através de bate-papos ou
dinâmicas. Isso torna o estudo mais atraente e dá oportunidade para todos
participarem com suas opiniões e questionamentos. Também há domingos em que
trabalhadores da casa são convidados a contribuir conosco através de sua
experiência dentro na Doutrina Espírita.
Os
temas abordados na mocidade sempre possuem algum tipo de relação com as
características da fase da juventude. Um exemplo disso são temas relacionados
ao despertar da sexualidade, que muitas vezes aparece nos jovens recheado de
conflitos, questionamentos e sentimentos de culpa. Outro ponto sempre abordado
é a questão dos vícios, tanto morais quanto materiais, que são verdadeiros
empecilhos para nossa evolução. Os relacionamentos familiares e sociais também
recebem toda a atenção, sendo trabalhados a partir da visão evangélica e de
Lei de Causa e Efeito. Outro aspecto muito importante na juventude é a questão
do despertar da mediunidade. Muitos são os jovens que chegam até a mocidade
com sintomas típicos da sensibilidade mediúnica, sem saber o que está
acontecendo e o que devem fazer.
Seja
qual for o tema abordado, o estudo no grupo desmistifica muitas crenças maléficas
para a nossa evolução e propicia a reflexão sobre nossas atitudes e
comportamentos, sendo gatilho para o tão citado autoconhecimento.
Uma das atividades mais prazerosas para
os jovens são as visitas assistenciais, que ocorrem uma vez por mês.
Geralmente são realizadas a idosos que se encontram em asilos, crianças em
orfanatos e crianças com deficiências mentais ou físicas. De acordo com a
necessidade de cada casa e público alvo, são preparadas atividades,
brincadeiras e algumas doações materiais. Além de ser um importante exercício
de caridade e humildade, nesses momentos há uma maior interação entre o
grupo, e assim, o fortalecimento da amizade.
Outro
acontecimento que agradou muito aos integrantes da mocidade foi preparação de
uma peça teatral para o evento denominado Quinjest,
que aconteceu em julho e reuniu mocidades da região do Tatuapé, Penha e
arredores. Foi um importante momento de confraternização e através de uma comédia
foram abarcados conteúdos sérios como a vaidade, fama e auto-conhecimento.
Outra característica essencial da
mocidade é a liberdade que o jovem possui para participar ou não das
atividades. Não há cobrança de presença, de participação na preparação
de temas e outras atividades. O que importa é a intenção sincera de aprender
sobre o doutrina e assim, crescermos juntos... Todos tem grande importância no
andamento adequado do trabalho. Cada comentário, idéia e contribuição
contribuem para que as reuniões se tornem mais ricas e agradáveis.
Tendo em mãos todas essas oportunidades
de trabalho, estudo e de encontrar amigos e companheiros com aspirações e
necessidades semelhantes às nossas, a fase da juventude pode
se tornar mais prazerosa e saudável... Assim, todos aqueles que desejam
conhecer ou se engajar na proposta da mocidade serão bem vindos e poderão
contribuir muito para o crescimento do grupo. Pais e responsáveis também estão
convidados a conhecer nosso trabalho e incentivar seus filhos com muito amor, à
maior participação e à possibilidade de abrir caminhos novos para seu
crescimento.
Venha
nos conhecer! Aguardamos sua visita!
Paula
Approbato de Oliveira
UMA EXPLICAÇÃO
SOBRE A PRESENÇA DE ESPÍRITOS QUE SE APRESENTAM COMO ÍNDIOS E PRETOS VELHOS
O
livro Dramas da Obsessão, logo de início, traz-nos importante informação
esclarecendo-nos sobre a presença de índios nos trabalhos da desobsessão,
afirmando precisar requisitar espíritos como um índio, no caso, Peri, o qual
bondoso, exercia com energia, muitas vezes necessária nestes casos.
O
instrutor espiritual esclarece, que o nome Peri encobriria individualidade
espiritual indígena que não desejamos identificar, já reencarnada.
Informa
ainda, que a sua existência nas matas brasileiras traduz estagio de repouso
e esconderijo, necessária para se furtar às
continuadas perseguições obsessoras que, como antigo chefe de tribos árabes
guerreiras, adquirira com as atrocidades praticadas.
Não
seria, portanto, Espírito primitivo como também acontecia com muitos outros
índios brasileiros e escravos africanos no Brasil, mas espíritos que
buscam no trabalho a oportunidade de redenção de passados equivocados.
(Tânia
Carvalho)